O novo Opel Astra será lançado com uma gama completa de oito motores com potências entre 95 e 180 cv, facto que traduz cabalmente a filosofia da marca de proporcionar uma elevada eficiência a custos acessíveis, orientada para as necessidades reais mas preservando o prazer e a emoção da condução. O novo Astra cresceu ligeiramente face ao seu antecessor, com o objectivo oferecer um habitáculo mais espaçoso, tendo ainda beneficiado de aperfeiçoamentos ao nível da engenharia que lhe permitem melhorar o consumo de combustível e a performance.
A gama de motores do Astra com transmissão manual assegura uma performance elevada, isto apesar de se registar uma diminuição no consumo de combustível e nas emissões de CO2 em mais de 12 por cento comparativamente à actual geração. O consumo médio dos quatro motores Diesel, com potências entre 95 e 160 cv, que se prevê virem a representar quase metade do total de novos Astra vendidos na Europa na fase de lançamento, é de apenas 4,6 l/100 km.
A gama turbodiesel inclui unidades CDTI de 1.3, 1.7 e 2.0 litros, todas elas dotadas de injecção múltipla common-rail e equipadas com filtros de partículas. Mesmo o topo de gama 2.0 CDTI, com 160 cv de potência, consome, em média, apenas 4,9 l/100 km e emite 129 g/km CO2.
Na Primavera de 2010 será acrescentada à gama uma primeira versãoo 1.3 CDTI ecoFLEX com um valor de emissões de CO2 de apenas 109 g/km e um consumo médio de 4,2 l/100 km.
A gama de motores a gasolina inclui unidades atmosféricas e sobrealimentadas de 1.4 e 1.6 litros, com potências entre 100 e 180 cv. O consumo médio dos quatro motores a gasolina é de apenas 6,1 l/100 km.
A versão de base com 100 cv da gama de motorizações a gasolina consome em ciclo combinado apenas 5,5 l/100 km e regista emissões de 129 g/km CO2., o que faz deste modelo o mais eficiente do segmento compacto a gasolina existente no mercado. Prosseguindo a estratégia de redução de cilindradas levada a cabo pela Opel, um novo motor 1.4 Turbo a gasolina com 140 cv substitui o actual 1.8 litros, comparativamente ao qual regista uma melhoria no consumo de combustível de cerca de 18 por cento.
Todas as transmissões são de seis velocidades, à excepção da caixa manual de cinco velocidades destinada aos motores atmosféricos de 1.4 e 1.6 litros e ao turbodiesel de 1.3 litros. A gama de motores a gasolina passa a contar com uma nova transmissão automática de dimensões compactas que permite uma significativa economia de espaço.
Quatro motores a gasolina atmosféricos ou sobrealimentados de elevada eficiência, com 1.4 e 1.6 litros
A gama de motorizações a gasolina disponível com o novo Astra compreende quatro unidades de 1.4 e 1.6 litros, com potências entre 100 e 180 cv.
Todos estes motores de quatro cilindros estão montados em posição transversal e possuem cabeça em alumínio, dupla árvore de cames e quatro válvulas por cilindro. Os blocos são construídos em ferro fundido para uma rigidez superior e menor ressonância, com estrutura oca para redução do peso. O cárter de óleo é fabricado em alumínio estrutural fundido à pressão, o que assegura uma maior rigidez e contribui igualmente para a redução do ruído.
Todos estes motores dispõem de sistema de distribuição variável (faseamento continuamente variável das árvores de cames), tanto do lado da admissão como do escape, com excepção do 1.6 Turbo. As árvores de cames possuem variadores de fase com accionamento hidráulico que variam o ângulo de cada árvore de cames relativamente à cambota num máximo de 60 graus no lado de admissão e de 45 graus no lado do escape.
Este sistema permite ao módulo de comando do motor ajustar os tempos de abertura e fecho das válvulas de acordo com a variação de condições como o regime e a carga do motor. Entre os muitos benefícios contam-se uma distribuição mais ampla do binário, uma potência máxima mais elevada e um menor consumo. O faseamento das árvores de cames é ainda importante um contributo para o controlo das emissões de gases de escape, na gestão da actuação das válvulas a níveis óptimos a fim de eliminar a necessidade de um sistema separado de recirculação dos gases de escape (EGR). O termóstato do líquido de refrigeração e a bomba de óleo são comandados electronicamente para um melhor controlo da temperatura do motor.
O motor 1.4 ‘atmosférico’ tem uma potência de 100 cv às 6000 rpm, o que equivale a uma potência específica de 71,4 cv por litro. Este motor destaca-se pela excelente economia de combustível, ao registar um consumo de 5,5 l//100 km em ciclo combinado, o melhor valor para um motor a gasolina no segmento compacto.
As árvores de cames são accionadas por corrente, isenta de manutenção, dispondo de ajuste hidráulico automático da tensão. Outras características em destaque são a utilização de árvores de cames ocas, que permitem uma redução de peso e da massa em movimento, bem como de um amortecedor de vibrações torsionais. O sistema electrónico de alimentação possui também um dispositivo de admissão variável para, em situações de carga parcial, garantir uma melhor recirculação dos gases de escape, menor nível de emissões e menor consumo de combustível.
O motor de 1.6 litros tem uma potência de 115 cv às 6000 rpm, o que representa uma potência específica de 72,5 cv. O binário máximo de 155 Nm é gerado às 4000 rpm, estando mais de 90 por cento deste valor disponível a partir das 3000 rpm. O consumo em ciclo combinado é de 6,3 l/100 km.
Este motor está equipado com colector de admissão variável de duas fases. Para dispor de um maior binário nos regimes de motor inferiores a 4000 rpm, a mistura combustível/ar passa através de condutas de admissão com 620 mm de comprimento. Acima das 4.000 rpm, o sistema de gestão do motor transmite um sinal para canalizar o ar ao longo de condutas mais curtas, de 288 mm, o que se traduziu numa superior potência máxima do motor.
O revestimento dos cilindros é tratado a laser para um acabamento extremamente liso e uniforme, o que reduz ao mínimo a fricção e o desgaste dos pistões e, simultaneamente, o consumo de óleo e de combustível. Os pistões são arrefecidos a óleo.
O novo motor turbo de 1.4 litros, com uma potência 140 cv, substitui o motor 1.8 com a mesma potência. Esta unidade destaca-se pela elevada performance e excelente capacidade de recuperação, assegurada pelos 200 Nm de binário disponíveis entre as 1850 e as 4900 rpm. Comparativamente ao motor 1.8 (com 175 Nm de binário máximo), o novo 1.4 Turbo regista uma melhoria de 14 por cento no valor de binário e de 18 por cento no consumo de combustível, em virtude do seu consumo médio surpreendentemente baixo de 5,9 l/100km. A aceleração dos 0 aos 100 km/h cumpre-se em 9,7 segundos, enquanto a recuperação 80-120 km/h em quinta velocidade se cifra em apenas 13,3 segundos.
O turbocompressor arrefecido a água e com um regime máximo de rotação de 240.000 rpm, encontra-se integrado no colector de escape, mais próximo da unidade principal, para uma resposta mais rápida em aceleração. O intercooler ar/ar permite aumentar a densidade da carga de admissão.
A cambota, os pistões e as bielas foram reforçados, o que veio permitir uma relação de compressão relativamente elevada de 9,5:1, não obstante os esforços e cargas superiores. O arrefecimento dos pistões por jacto de óleo e as válvulas de escape revestidas a sódio são outros factores que contribuem para a durabilidade sob temperaturas internas mais elevadas.
O motor a gasolina 1.6 Turbo debita uma potência máxima de 180 cv e regista uma notável potência específica superior 110 cv por litro. Trata-se do motor de produção mais potente nesta categoria de cilindrada.
A curva de binário é muito plana, com 230 Nm disponíveis das 2200 rpm às 5.400 rpm. Para manobras de ultrapassagem rápidas e seguras, a função “overboost” disponibiliza ainda mais binário por breves instantes, elevando-o para os 266 Nm durante um período máximo de cinco segundos.
Com este motor, o novo Astra acelera dos zero aos 100 km/h em 8,5 segundos e cumpre a recuperação 80-120 km/h em quinta velocidade em escassos 10,5 segundos.
Tal como ocorre no motor 1.6 litros atmosférico, o revestimento dos cilindros tem um acabamento a laser para diminuir ao mínimo o efeito de fricção dos pistões. Visando suportar as temperaturas de funcionamento mais elevadas, as válvulas de escape são revestidas a sódio e os pistões são arrefecidos através de jacto de óleo. O comando mapeado do termóstato eleva a temperatura do líquido de refrigeração nos baixos regimes do motor ou com cargas reduzidas a fim de ajudar a diminuir a fricção interna do lubrificante e melhorar o consumo de combustível.
Três motores Diesel em quatro variantes de potência consomem todos menos de 5,0 litros aos 100 km
A gama turbodiesel do novo Astra inclui unidades de 1.3, 1.7 e 2.0 litros – todas elas dotadas de injecção múltipla common-rail e filtro de partículas de série – cujas potências vão dos 95 aos 160 cv. Todas beneficiaram dos mais recentes desenvolvimentos e aperfeiçoamentos em matéria de calibragem da gestão do motor, que permitiram uma impressionante melhoria de 14,5 por cento no consumo de combustível em toda a gama, comparativamente às motorizações Diesel do Astra actual. Os quatro motores consomem em média menos de 5,0 litros/100 km – com as emissões de CO2 a não excederem os 129 g/km – mesmo no caso do potente 2.0 CTDI com 160 cv. Na Primavera de 2010 será acrescentada à gama uma primeira versão ecoFLEX, equipada com o motor 1.3 CDTI de 95 cv. As emissões de CO2 desta versão cifram-se em apenas 109 g/km e o consumo médio de combustível em 4,2 l/100 km.
Todos os motores CDTI do Astra são equipados com duas árvores de cames à cabeça, 16 válvulas, cabeça de motor em alumínio para redução do peso, orifícios de admissão de configuração especial para obtenção de características excepcionais de turbulência e combustão, pistões arrefecidos a jacto de óleo, volante de motor de dupla massa e filtro de partículas isento de manutenção. Entre as principais características técnicas destacam-se ainda:
Funcionando a elevadas pressões de até 1800 bar (1800 bar para o motor de 1.7 litros; 1600 bar para as unidades de 1.3 litros e 2.0 litros), este sofisticado sistema de alimentação de combustível assegura uma atomização extremamente fina na câmara de combustão e permite um máximo de cinco impulsos de injecção por ciclo para extrair a máxima energia possível de uma determinada quantidade de combustível. O resultado é um consumo de combustível e emissões de gases de escape excepcionalmente baixos, a par de uma redução do ruído do motor. As injecções múltiplas ajudam a diminuir as fortes vibrações associadas à ignição por compressão. Por exemplo, uma pré-injecção durante o período de aquecimento reduz a “detonação” no arranque a frio para um nível praticamente imperceptível;
O passo das pás da turbina varia continuamente em função da carga e regime do motor, traduzindo-se numa excelente resposta em aceleração, em especial durante a recuperação a partir de velocidades baixas;
O sistema EGR com comando electrónico dispõe de uma função de arrefecimento adicional. As válvulas bypass electro-pneumáticas, comandadas pela unidade de gestão electrónica do motor, destinam-se a assegurar que os gases de escape têm a temperatura adequada para a combustão ao regressarem ao cilindro. Este elemento contribui para aumentar a potência e reduzir as emissões.
Amplamente reconhecido pelas suas dimensões compactas, o motor 1.3 CDTI com 95 cv, que irá equipar o novo Astra ecoFLEX, oferece um consumo médio notável de apenas 4,2 l/100 km e um valor de emissões de CO2 de apenas 109 g/km. O elevado binário de 190 Nm, disponível entre as 1750 e as 3250 rpm, faz esquecer a baixa cilindrada deste motor.
O motor 1.7 CDTI estará disponível em duas variantes: com 110 cv e 260 Nm de binário ou com 125 cv e 280 Nm de binário. Em ambos os casos, o consumo em ciclo combinado situa-se em 4,7 l/100 km.
O motor 2.0 CDTI, que se estreou no Insignia, alia os seus 160 cv de potência a um expressivo binário de 350 Nm a partir das 1750 rpm. Com a função “overboost”, este valor pode ascender a 380 Nm durante 15 segundos, proporcionando ao condutor, quando necessário, uma capacidade de resposta ainda superior. As especificações deste motor traduzem-se num desempenho notável: aceleração dos zero aos 100 km/h em escassos 9,0 segundos e um consumo em ciclo combinado de apenas 4,9 l/100 km.
Nova caixa automática de 6 velocidades
As caixas manuais de seis velocidades, com um escalonamento orientado para a economia de combustível, fazem parte do equipamento de série de toda a gama, à excepção das versões com motores 1.4 e 1.6 litros atmosféricos e do turbodiesel 1.3 litros, que possuem caixas de cinco velocidades. De modo a permitir uma optimização do consumo nestas versões, foi dada preferência a estas unidades de cinco velocidades com duplo veio devido às suas vantagens em termos de eficiência e equilíbrio de massa. Todas as caixas de velocidades dispõem de sincronizadores de cone triplo na primeira e segunda velocidades de forma a facilitar o engrenamento.
Para todos os motores a gasolina (com excepção do 1.4) está disponível em opção uma transmissão automática de seis velocidades, totalmente nova, com função ActiveSelect.
A conceito ‘em eixo’ permite a obtenção de um conjunto mais compacto, que oferece melhor desempenho da zona de deformação dianteira em caso de acidente, num aumento do espaço no habitáculo e numa linha de capô mais baixa do que ocorreria com uma configuração convencional fora do eixo. Os conjuntos de engrenagens estão no mesmo eixo que a linha central da cambota, o que encurta todo o trem moto-propulsor no sentido longitudinal. As mudanças de velocidade processam-se engatando e desengatando simultaneamente as embraiagens, o que permite uma maior funcionalidade e uma actuação mais directa por comparação com os mecanismos de carretos livres.
Uma vasta selecção de padrões de engrenamento permite uma adaptação ao estilo e hábitos do condutor, prevendo os momentos em que se exige aceleração e eficiência máximas. O comando electrónico adapta-se igualmente às condições existentes, reduzindo a rapidez de passagem de relações nas subidas e descidas e recorrendo ao efeito travão-motor motor durante as reduções.
O sistema ActiveSelect permite ao condutor a selecção sequencial da relação pretendida. O condutor utilizar a posição ‘neutro’ quando o motor se encontra ao ‘ralenti’, o que reduz as vibrações e diminui o consumo de combustível.
Apoios com amortecimento hidráulico para um funcionamento mais suave
Todos os motores do novo Astra estão assentes em apoios com amortecimento hidráulico, que minimizam as vibrações transmitidas à estrutura da carroçaria. As chapas adaptadoras permitem a utilização dos mesmos quatro pontos de fixação em todas as aplicações, encontrando-se dois no sub-chassis dianteiro e um em cada longarina.
O sistema de alimentação de combustível utiliza uma bomba eléctrica e um filtro montado no depósito de 56 litros, localizado sob o banco traseiro para uma melhor distribuição de peso e protecção contra colisões.
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